Sinto uma estranheza dentro de mim, como se um outro alguém penetrasse no mais fundo de mim
e o reclamasse como seu e o controlasse descontroladamente.
Padeço da doença da solidão compenetrada, do desejo de preenchimento da alma.
Sou recetiva à mudança, mas fica difícil transmitir a ideia para uma atitude diferente daquela
a que o meu interior consente.
Fico desconcertada pela rebeldia do meu intimo e mais ainda pela desconfiança que isso me transmite.
Perco-me no seu desacerto e deixo-me atrair no seu contexto.
Gosto e preciso de mais.
Mas acordo sem lhe tomar o gosto.
Não sei o que é, simplesmente me fascina.
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