quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ah a pressa!

Ah a pressa! 

Como é possível que, com tantos mecanismos e tecnologias desenhados para nos facilitar a vida, 
as pessoas parecem ter cada vez mais pressa? 
Têm ânsia em fazer e querem ser os primeiros a dizer; 
têm pressa de sair e pressa de chegar. 
Só não têm pressa de ficar. 
Já não há tempo para o que é importante - já não há tempo para nada! 
É uma azáfama desenfreada como nunca se viu. 
Sempre me fizeram impressão, uma ligeira comichão nas pontas dos dedos - as multidões. 
São os sentidos a tropeçar uns nos outros, por serem estimulados ao mesmo tempo, 
não sabem qual deles deve agir primeiro. 
É neste estado de desorientação que me sinto quando estou rodeada por pessoas. 
É uma impaciência contínua que me desalinha a atenção e despedaça a cortesia.

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