Ah a pressa!
Como é possível que, com tantos mecanismos e tecnologias desenhados para
nos facilitar a vida,
as pessoas parecem ter cada vez mais pressa?
Têm ânsia em fazer e querem ser os primeiros a dizer;
têm pressa de sair
e pressa de chegar.
Só não têm pressa de ficar.
Já não há tempo para o que é importante - já não há tempo para nada!
É uma azáfama desenfreada como nunca se viu.
Sempre me fizeram impressão, uma ligeira comichão nas pontas dos dedos - as multidões.
São os sentidos a tropeçar uns nos outros, por serem estimulados ao
mesmo tempo,
não sabem qual deles deve agir primeiro.
É neste estado de
desorientação que me sinto quando estou rodeada por pessoas.
É uma impaciência contínua que me desalinha a atenção e despedaça a
cortesia.
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